Seja pelas cenas claustrofóbicas e excitantes de "Laranja Mecânica", pela trilha sonora arrepiante de "O iluminado", a apatia de "Lolita", o protesto de "Nascido para matar", os peitos de Nicole Kidman em "De olhos bem fechados" ou pelas cenas grandiosas de "2011: Uma odisseia no espaço". Nada é tão original quanto Kubrick. Existem muitos diretores que sabem o que fazem, são certeiros e previsíveis. Mas Kubrick não faz jus a tudo isso, ele supera tudo isso. Ele é uma grande caixa de surpresas, uma mente genial cheia de criatividade expondo o seu olhar cético e surreal de ver o mundo e a vida. O cotidiano e as sensações incessantes de cada ser humano que ao menos algum dia já se sentiu menos humano. O filme é muito mais que um simples filme, é uma forma digna e elegante de se falar da realidade.
A sensação é única a cada vez que assiste, mesmo por repetidas vezes, um filme de Stanley. Desligo o DVD e sinto mais um prazer comprido. Mais um filme que "diabos eu deveria realmente ter visto antes". Só engrandece, só enobrece essa paixão.
Sou um grande fã.
UM CINÉFILO NO NINHO
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Yellow Submarine
Yellow Submarine é um filme à parte na carreira dos Beatles, por muitos até considerado uma bela relíquia. No auge da fase psicodélica, esse filme dirigido por George Dunning feito todo (e bizarramente) em animação, não recebeu muito atenção pelos próprios Beatles. Prova disso foi a não utilização das vozes dos integrantes em seus respectivos personagens. O que salva um filme com um enredo um tanto complexo e sem sentido, é contudo, as músicas. Momentos marcantes são visíveis como em Nowhere Man, quando os Beatles encontram este sujeito perdido na tela branca.(cena do youtube) Um homem de lugar nenhum, sem nenhum plano ou ponto de vista. Ele não é um pouco como você e eu?.
Apesar do forte apelo comercial nas canções e do estranhamento no enredo, o filme traz uma mensagem forte e apelativa: O que todos vocês precisam é de amor (All you need is love).
De fato, não é um filme muito lembrado na carreira deles. Porém que agrada várias gerações que assiste tantos anos após ser feito.
Avaliação: ★★
Curtindo a vida adoidado
"O clássico da sessão da tarde", o filme de John Hughes virou sinônimo de diversão escapista, ainda que inteligente, voltada a um público adolescente que passa as tardes em casa assistindo televisão.
Um personagem marcante como Ferris Bueller interpretado agradavelmente por Matthew Broderick, além de contar com um elenco de primeira como personagens secundários (incluindo nessa lista Charlie Chen).
A premissa da história, na realidade, não poderia ser mais básica: um adolescente que mata aula para se divertir. Simples assim. O que fez (e ainda faz) da obra um acontecimento cultural tão impactante é a maneira irresistível na qual ela é contada pelo diretor e roteirista Hughes, além, é claro, de girar sobre um tema capaz de apelas a qualquer pessoa em qualquer idade.
Não há nada mais banal do que matar aula, mas o diretor consegue transformar tal tema em algo interessante e fascinante de se ver ao longo do filme. Aliás, listar os momentos inesquecíveis de Curtindo a Vida Adoidado é um desafio para qualquer um que queira escrever um texto curto.
Sem contar na trilha sonora que é, sem dúvida, um ponto forte pro filme.
John Hughes construiu uma obra eterna, capaz de falar com qualquer pessoa que, alguma vez, já pensou em rebelar-se contra o sistema e curtir a vida. Como a grande imensa maioria das pessoas encontra-se nessa definição, Curtindo a Vida Adoidado continuará sendo assistido. E Ferris continuará sendo lembrado.
Avaliação: ★★★
domingo, 30 de janeiro de 2011
Cry-Baby
Nos anos 50, Baltimore estava divida em dois grupos: Os farrapos e os quadrados. Como uma espécie de Romeu e Julieta do exagero, este musical (gênero raro nos 80/começo dos 90) faz uma espécie de homenagem às películas B de delinqüentes juvenis, tão comuns nos cinemas populares americanos em décadas passadas. O primeiro filme de John Waters para um grande estúdio não poderia ter tido um resultado (de público e crítica) mais frio. Assinou contato com a Universal portando uma cláusula onde o limite mínimo de público seria 13 anos... 13 anos para quem já colocou um travesti gordo comendo fezes de cachorro é quase uma piada! Ainda por cima tinha Tracy Lords, logo depois do escândalo na indústria pornô, quando descobriram que a maior e insaciável pornô star tinha começado na carreira aos 14 aninhos. Algumas tesouradas dos produtores e o filme não só decepcionou os habituais fãs do cineasta, também o público médio munido de seus pudores contra o conhecido príncipe do lixo além da resistência a musicais. É divertido e inteligente, embora realmente muito mais leve do que se poderia esperar. Teve o mérito ainda de tirar Johnny Deep do limbo de galã apático, bônus da repentina fama como astro da série de TV Anjos da Lei. A primeira vez que ouvi falar de Cry-Baby (e Waters) foi justamente numa revista Capricho da minha irmã, numa foto do astro vestido a caráter ao lado de Tracy Lords. Nem sonhava que a inspiração para o visual do chorão era o trabalho do fotógrafo Bob Mizer, famoso por uma série de retratos com temática homo-erótica, relembrado no obscuro filme Carne Fresca. Um de seus modelos, Joe Dalessandro, aparece como fanático religioso em Cry Baby. Engraçado que na filmografia do diretor número um de Baltimore, este localiza-se entre Hairspray e Mamãe é de Morte, e ele é exatamente a
medida destes dois: bonitinho, mas protagonizado por desajustados!
Avaliação: ★★
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Ed wood
Resolvi abrir este blog com um filme um tanto quanto peculiar de Tim Burton: Ed Wood.
Explorando o incomum, o exótico, o bizarro, Burton retrara a vida real de um grande (ou talvez pequeno) cineastra dos anos 50. Jonny Deep é a grande estrela deste filme interpretando maravilhasomenete Edward Wood.
A visão de Burton é única. Por opção, este escolheu rodar o filme todo em preto e branco, nos dando a sensação de estar vendo de fato um filme real de Ed Wood.
A história passa-se em torno das tentativas frustradas do cineastra em conseguir fama com seus filmes (ruins) pelo mundo.
Um diretor ótimo falando de um diretor ruim. É mais ou menos isso a definição para esta belíssima obra.
Ainda temos o prazer de ver a atuação sublime de Martin Laudau vivendo Bela Lugosi, o imortal Drácula.
Pelas performaces aplaudíveis, pintadas de romance e humor negro, e por todas as outras coisas que só Burton sabe fazer. Assistam.
Avaliação: ★★★
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
As boas vindas!
Sejam todos mais que bem vindos a este ninho de opniões de deste que lhes escreve este texto. Aqui farei questão de expressar tudo que vier a minha cabeça, sem pretenções, sem burocracia e sem ressentimentos.
Aos que lerem, estão totalmente livres para discordar ou concordar com as coisas que testemunharem.
Tudo só passa de uma grande brincadeira. Brincar de crítico e por aí vai.
Eu, você.. nós!
COME TOGHETER!
Aos que lerem, estão totalmente livres para discordar ou concordar com as coisas que testemunharem.
Tudo só passa de uma grande brincadeira. Brincar de crítico e por aí vai.
Eu, você.. nós!
COME TOGHETER!
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