quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Kubrick

Seja pelas cenas claustrofóbicas e excitantes de "Laranja Mecânica", pela trilha sonora arrepiante de "O iluminado", a apatia de "Lolita", o protesto de "Nascido para matar", os peitos de Nicole Kidman em "De olhos bem fechados" ou pelas cenas grandiosas de "2011: Uma odisseia no espaço". Nada é tão original quanto Kubrick. Existem muitos diretores que sabem o que fazem, são certeiros e previsíveis. Mas Kubrick não faz jus a tudo isso, ele supera tudo isso. Ele é uma grande caixa de surpresas, uma mente genial cheia de criatividade expondo o seu olhar cético e surreal de ver o mundo e a vida. O cotidiano e as sensações incessantes de cada ser humano que ao menos algum dia já se sentiu menos humano. O filme é muito mais que um simples filme, é uma forma digna e elegante de se falar da realidade.
A sensação é única a cada vez que assiste, mesmo por repetidas vezes, um filme de Stanley. Desligo o DVD e sinto mais um prazer comprido. Mais um filme que "diabos eu deveria realmente ter visto antes". Só engrandece, só enobrece essa paixão.

Sou um grande fã.

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